Cabeção de Nego

Archive for the ‘Ateísmo’ Category

Sheeps (some different ones)

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What do you get for pretending the death is not real?

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Written by Daniel

junho 10, 2011 at 12:01 am

O polaco e o germano

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Com a recém beatificação do papa que lutou na Segunda Grande Guerra do lado dos aliados eu fico pensando:  que raios de título cairia bem em Karoline Wojtyła? Será que os responsáveis pela criação dos falsos milagres que comprovarão que João Paulo é santo já pensaram nisso? Considerando que enquanto ainda atormentava o planeta dos vivos, João Paulo II era um ferrenho propagandista do não uso da camisinha, acho que seria um bom padroeiro dos aidéticos e dos filhos indesejados: fica aí a dica.

E por falar no papa polonês, quando tempo vai demorar para que comece o processo de canonização do papa que se enfilerou nas alas da juventude hitlerista? Eu fico torcendo muito para que o processo se inicie logo, sobretudo quando me lembro de que o primeiro passo para o início dos trâmites é que o dito cujo vá pro raio que o parta.

Mas será mesmo o Benedito que quando Ratzinger decidir transformar o mundo em um lugar definitivamente melhor (desaparecendo para sempre dele) haverá algum católico doido o suficiente para declarar a sua santidade?

Por mais das dúvidas, santo eu não sei se ele vira, mas o título está no papo: padroeiro das travecas enrustidas e dos molestadores de crianças.

Written by Daniel

maio 28, 2011 at 12:42 am

Muitas claps para Tim Minchin

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Tim Minchin é um tipo australiano um tanto quanto bizarro: uma espécie de Jack White do cabelo parafinado com chapinha de olhos esbugalhados: costuma ser pianista e humorista e compositor e dramaturgo e piadista stand up e ateu e cientificista e racionalista.

Grande parte do tempo que ganhei assistindo vídeos do Youtube até hoje foi vendo e revendo os vídeos deste ruivo nerd de Perth. Aí abaixo alguns dos seus vídeos, incluindo Storm, que é ambientado em uma daquelas agradáveis conversas que com certeza você já teve com algum espiritualista cristão natureba vegetariano zen, e que acabei de assistir pelas primeiras vezes através do Portal Ateu.

Com vocês, Tim Minchin:


Fazendo uma aposta impossível de perder:


Em uma música que fala de como é o seu Natal, que foi gravada especialmente para uma destas coletâneas promocionais de final de ano, e que, claro, não foi aprovada pela comunidade cristã australiana (provavelmente por ser humana demais, e por evocar bons sentimentos que não duram apenas por uma noite, mas a vida inteira):


Em uma justa homenagem ao Papa Ratzinger, o santo protetor dos molestadores:


E no realmente fantástico Storm:

Written by Daniel

maio 28, 2011 at 12:00 am

O seu sagrado é o meu profano

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Profanação do sagrado: taí uma das expressões preferidas de muitos religiosos: no Brasil ela eventualmente evocada para censurar obras de arte, publicações de mídia, espetáculos… e com um antiquado fundamento legal: o artigo 208 do CP.

É um trambolho legal, como já foram os extintos artigos do mesmo CP que puniam o adultério com cadeia ou que estipulavam que uma adolescente de 14 anos para cima tinha o direito de deixar de ser virgem limitado pela autorização dos pais ou como ainda é a proibição de xingar (sim, xingar alguém também é crime, previsto no mesmo código que proíbe a zombaria quanto a elementos de culto religioso).

Na prática, na prática mesmo, não se imagina um indivíduo sendo preso apenas porque mandou a vizinha pra puta que a pariu em uma discussão sobre em que parte da calçada o carro de um dos dois devia estar estacionado: mas pelas letras frias da lei é possível punir alguém apenas por ter xingado outro.

Do mesmo modo, se a lei que proíbe a zombaria contra elementos de culto religioso fosse levada a risca pelos tribunais (que graças a Exu Cristo costumam ser povoados por pessoas mais doutas que o Congresso) metade da blogosfera tava encarcerada.

O problema é que vez por outra alguém, geralmente muito poderoso, resolve lembrar da existência destes trambolhos, como no caso do pobre coitado de um jogador argentino que pensou que estando num estádio com mais de 60.000 pessoas entre jogadores, torcedores, repórteres, policiais e et cetera que se xingavam unânime e mutuamente também teria direito a soltar uns xingos.

No caso do vilipêndio religioso há casos recentes e isolados no Brasil de Playboys sendo recolhidas, exposições de arte sendo suspensas, desfiles de escola de samba sendo amputados. Tudo em nome do direito que o sagrado tem de não ser profanado.

Acontece que o sagrado não é um conceito lá muito objetivo, eu não vejo nada de sagrado na sua Pietá barata de gesso vagabundo comprada numa quermesse sem graça de Caxias do Sul. Não vejo nada de blasfêmo em dizer que o papa vai para o inferno ou em compor uma música mandando o “pouco útil” cardeal de Roma às favas. Vejo muito mais sacralidade em um The Rover ou em um Maracanã lotado e para mim blasfêmia mesmo é o Chimbinha dizendo que foi influenciado pelo Mark Knofler.

Acontece que eu sequer tenho como ridicularizar um objeto de fé religiosa. Como tornar mais ridícula, por exemplo, a crença em que uma mulher virgem deu, há 2000 anos, à luz uma criança cujo pai é a prória criança na sua forma espiritual? Como ridicularizar a crença de que Maomé saiu voando de uma pedra há 1300 anos aproximadamente? Como ridicularizar a crença em que um homem tocou com um pedaço de pau no mar Vermelho e as águas do mar imediatamente se dividiram abrindo uma estrada no meio?

Acontece que eu acho que este medo todo que boa parte dos religiosos têm de ver suas crenças serem ridicularizadas é que na verdade eles têm consciência de que é impossível ridicularizar suas crenças: o rei está nú, expor as fotos de vossa majestade neste estado não vai deixá-lo mais pelado mas provavelmente vai deixá-lo muito puto.

Written by Daniel

maio 25, 2011 at 1:19 pm

E o Diabo é que desta vez eu quase acreditei

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Diacho, o Cristianismo me enganou de novo.


Uma igreja estadunidense estava anunciando para hoje o dia do arrebatamento: arrebatamento é o nome que se dá na mitologia cristã-protestante ao evento em que Jesus vai aparecer nas nuvens e carregar com ele todos purificados, salvos e remidos por seu sangue: Haleluia!!!. Óbvio que a história se espalhou pelo mundo cristão, chegando inclusive ao Brasil (como demonstra o bêbado vídeo postado acima) . Os evangélicos estavam lá gritando Maranata e eu torcendo pacarálio pra que fosse verdade.

Sim, torcendo para que fosse verdade: porque a gente fica sempre pensando na parte ruim: se os protestantes estiverem certos e Jesus estiver voltando a gente vai pro inferno.

Mas tem a parte (muiiitttoooooo) boa: segundo a mais famosa versão da lenda (existem várias, inclusive algumas que dizem que o arrebatamento já foi faz tempo), antes de Jesus mandar todo mundo que não acreditou nas sandíces bíblicas pro Inferno ele iria levar os crentes daqui, e deixar a Terra sendo governada durante 1000 anos* pelo Coisa Ruim!

Não é pra torcer muito? O mundo de uma hora pra outra ficando livre de entidades como Silas Malafaia, Ted Haggard, Sonia Hernades, Regis Danese, Cassiane, Shirley Carvalhaes e de quebra passando a ser governado pelo pai do rock?

Mas era tudo caô, agora a pouco estava zapeando os canais da TV, passei pela Band, e o Silas Malafaia ainda estava lá, vendendo Bíblia por 900 reais. Merd…


* embora na versão mais famosa da lenda diga que o tempo sem evangélicos na Terra (e com ela sendo governada pelo capeta, Oh Glória) seria de 1000 anos nesta versão que estava sendo divulgada até ontem o tempo duraria apenas alguns meses.

Written by Daniel

maio 21, 2011 at 5:20 pm

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